segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O último dia do mundo: fúria, ruína e razão no grande terremoto de Lisboa de 1755

Alexandre José Sobral Baracho, da Adrec/Comat-1, no Recife (PE) Indico o “O último dia do mundo: fúria, ruína e razão no grande terremoto de Lisboa de 1755”, de Nicholas Shrady, Objetiva, 2011. O livro descreve a destruição de Lisboa, em 1º de novembro de 1755, Dia de Todos os Santos, quando violento terremoto, seguido de fortes tsunamis, devastou a capital portuguesa, causando mais de 30 mil mortes. O confronto entre o obscurantismo religioso – que dominava a sociedade portuguesa da época – e as ideias de filósofos iluministas como Voltaire, Kant e Rousseau – que não aceitavam a explicação de serem os fenômenos naturais castigos de Deus para purgar os pecados dos homens – serve de pano de fundo para a análise que o autor faz das mudanças que se fizeram necessárias, não só para a reconstrução da cidade, como para a definição de novos padrões de governança em Portugal, através da ação relevante do Marquês de Pombal, bem como para sua descrição da gênese dos métodos científicos de acompanhamento, análise e previsão dos fenômenos sísmicos, iniciada em função da comoção mundial provocada pela tragédia.

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